Assembleia da República / Passos Perdidos

No topo da Escadaria Nobre, a Sala dos Passos Perdidos, adjacente à Sala das Sessões, funciona como o grande centro de encontros e desencontros entre os deputados, membros do governo e jornalistas.
A sala, da autoria de Ventura Terra, foi erguida sobre o átrio, respeitando e seguindo o traçado e dimensões deste, já por si adaptadas ao desenho original da igreja conventual beneditina.
O tecto foi construído em abóbada de berço — descarregando, nos extremos, em 4 colunas com fuste de mármore rosa, capitéis compósitos e bases de bronze dourado —, e aligeirado e iluminado artificialmente através de uma clarabóia de ferro e vidro amarelo e rosado, lembrando as soluções adoptadas pelos arquitectos-engenheiros franceses e ingleses (muito particularmente a parisiense Gare d’Orsay, aliás concebida pelo mestre de Ventura Terra, Victor Laloux, que o viria novamente a influenciar no projecto do Pavilhão das Colónias, na Exposição de Paris, em 1900).
O tecto está decorado com pinturas em dois grupos de três figuras alegóricas, um em cada uma das duas lunetas situadas nos extremos da abóbada (a Lei, a Justiça e a Sapiência; a Independência, a Soberania e a Pátria), respectivamente da autoria de João Vaz e de Benvindo Ceia.
As paredes, de mármore branco e rosa, são marcadas por 18 pilares duplos adossados, e decoradas, entre eles, com 6 painéis, pintados a óleo sobre tela por Columbano Bordalo Pinheiro. O pintor, que já se havia dedicado a decorações em edifícios públicos, tais como as do Museu de Artilharia, seguiu as exigências da encomenda de 1921 na representação das 22 figuras da História portuguesa, desde o séc. XIII ao séc. XIX, ligadas à política, à oratória e à administração pública.
As paredes recuadas ao fundo da sala, no acesso à escadaria, foram pintadas, à esquerda, por Benvindo Ceia, representando Viriato (herói lusitano resistente à ocupação romana), e, à direita, por João Vaz, com uma alegoria à Convenção de Évora-Monte (assinada em Maio de 1834, pondo termo à guerra civil entre liberais e absolutistas, com o consequente exílio de D. Miguel).
Por cima das portas laterais, encontram-se quatro leões em gesso patinado da autoria do escultor José Neto.
À esquerda, no acesso à Sala da República (também chamada da Imprensa, por nela decorrerem as conferências de imprensa), está exposta uma cabeça de República, em bronze, da autoria de Francisco dos Santos, datada de 1910.


Gosta do que vê? Partilhe com o mundo, aqui:

Mais Panoramas em Assembleia da República
|

COMENTE AQUI


© Copyright 2017, iFuturo – Panoramas Virtuais

Powered by WordPress